Recortei este texto do Jornal de Notícias - crónicas do Paulo Coelho - faz já algum tempo. " Uma rosa sonhava dia e noite com a companhia das abelhas, mas nenhuma vinha pousar em suas pétalas. A flor, entretanto, continuava a sonhar: durante longas noites, imaginava um céu onde voavam muitas abelhas, que vinham carinhosamente beijá-la. Desta maneira, conseguia resistir até ao próximo dia, quando tornava a se abrir com a luz do sol. Certa noite, conhecendo a solidão da rosa a Lua perguntou:- Você não está cansada de esperar? - Talvez mas preciso continuar lutando. - Porquê?- Porque, se eu não me abrir, eu murcho. Nos momentos onde a solidão parece esmagar toda a beleza, a única maneira de resistir é continuarmos abertos.” Sim, já me senti como esta flor à espera de uma abelha. De um príncipe encantado, de um milagre, de uma solução exterior a mim... que resolvesse o meu mal estar... sem ter que ser eu a quebrar correntes e ligações. Como se a "cura" do meu mal estar pudesse ser resolvida por alguém ou algo exterior ao meu próprio ser... é certo que as ajudas externas nos despertam, nos abalam e nos fazem perceber que há sempre algo que podemos fazer, que devemos fazer, que temos que fazer... mas temos que ser nós a assumir a responsabilidade e o querer... e não esperar eternamente por uma solução, que pode tardar... Agora vou tentar recriar-me, reconstruir-me devagar, devagarinho... Como diria o meu Amigo " Viva a Vida" Paulo Coelho |
domingo, dezembro 17, 2006
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2 comentários:
Afinal não sou a única a gostar de ler e de ficar com as crónicas de Paulo Coelho. Não me recordo de ter lido esta, mas é sem dúvida uma forma de dizer "tende esperança, continuai a sonhar, um dia o que tanto querem acontecerá, no entanto, estai abertos à vida, continuai a viver, não se fechem...
bjinhos
O mesmo se passa quando não abrimos as janelas da nossa casa, começa a cheirar a mofo e a podre.
Realmente, assim acontece connosco, pois se nos fechamos em nós, começamos a viver naquele mundo nosso e só nosso, desprovidos de relações com os outros.
Então a Vida para essas pessoas deixa de ser vivida, e passa ser um "gemendo e chorando neste vale de lágrimas".
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