segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Seis e seis








Quando lançamos os dados, nunca sabemos no que vai dar. Tu podias ser um psicopata encapotado e eu uma neurótica disfarçada. Tivemos sorte. Somos duas pessoas normais, com coração e vários principios que nos fazem estar de bem com a vida.
Só tenho pena de não ser dona do tempo. Houve momentos em que, se pudesse, teria vivido mais vezes e mais devagar, como quem saboreia um chá de frutos com uma torta de laranja, ao fim da tarde bem juntinhos. E como escrever é a melhor forma de falar sem ser interrompida digo-te agora e sem rodeios: Quero ficar contigo para sempre, rir-me do mundo e adormecer nos teus braços, e sonhar acordada, vem ter comigo, hoje, amanhã ou depois...
Porque quero lançar outra vez os dados. E aposto que vai dar seis e seis, os dados nunca se enganam quando não estamos a jogar!

crónica adaptada "Margarida Rebelo Pinto"

1 comentário:

Anónimo disse...

Belas texto!

E a torta nem se fala.

bjito