sábado, janeiro 27, 2007

“Frágil”

Às vezes fecho-me em mim e de mim não saio. Fico sem nada para dar e sem vontade de receber, fico apenas em mim e de costas viradas para o mundo. Mesmo a querer não quero, mesmo a viver não vivo. Sinto-me por vezes assim, frágil de mim, não me apetecendo nada de mais mas querendo mudar tudo... E vou andando por aí, bem fechada na minha concha, estranhamente feliz, falando com todos mas para ninguém.

Há dias assim!



Frágil – Jorge Palma

Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
Não me dou a ninguém

Frágil
Sinto-me frágil

Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar demais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais

Frágil
Sinto-me frágil
Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil

Está a saber-me mal
Este Whisky de malte
Adorava estar "in"
Mas estou-me a sentir "out"

Frágil
Sinto-me frágil

Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais

Frágil
Sinto-me frágil
Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil

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