domingo, novembro 19, 2006



"No tempo das castanhas"

Há muito tempo atrás...
Já fazia muito frio, mesmo por dentro das janelas o inverno,estava quase a chegar...
E o Natal que se avizinhava ao fim de alguns dias...
Era o tempo de ser pequena de esperar que a tarde terminasse para que a família, em torno à mesa, comesse e conversasse.
Naquele tempo havia em cada casa, o tempo das conversas, do convívio, e em cada casa havia, contra o frio, calor humano que aromatizava o inverno que apenas começava...
Ouvia-se o bater da porta. A voz forte que dizia:"Já cheguei!" E no casaco quente, o Pai trazia, quentinhas, as castanhas para a Mãe...
Doce recordação de tempos idos...
Para sempre, esse tempo das castanhas, é o tempo das ofertas do amor, que hoje, sem pudor, me traz saudades tamanhas...

2 comentários:

Anónimo disse...

Bons tempos amiga onde reinava a felicidade e a abundancia, digo isto porque todas as crianças do local eram felizes só de verem o teu pai chegar, pois nunca se esquecia de nós havia sempre uma iguaria ou um brinquedo, e em troca um enorme sorriso!
Coraçao enorme que tinha o
Srºjaime Serrano!
Nunca o esquecerei e desejo td a paz do mundo...
"Not dead, but gone before"

Subtil e bela forma de enfrentares td o que a vida te tem dado...

bjinho

BARCO ALADO disse...

Muito belo texto. Cru, mas com o verdadeiro sabor e cheiro da castanha.
Sinto-me sem querer a viver tais momentos, não será pelas castanhas, mas pelo sentimento de espera e derrepente ele surge, alguém que nos diz tanto e nos faz sentir felizes por existir.
A maior riqueza que alguém nos pode dar é para sempre nos fazer recordar nas coisas simples a voz, o cheiro e o abraço, eterno.