segunda-feira, outubro 16, 2006




Pudesse eu...


Pudesse eu
Ter uma gaveta
Onde guardasse
Os teus gestos quentes
Os teus lábios húmidos
O teu cheiro envolvente
Pudesse eu
Abri-la sempre que quisesse
Sempre que a saudade apertasse
Pudesse eu
Encostar o rosto nos lençóis
Fechar os olhos
Reconhecer o tactear dos teus dedos
Em toda a minha pele
E sentir-me repleta de uma aura Azul e violeta
Que apenas tu sabes tão bem pintar...

3 comentários:

Anónimo disse...

A saudade doi mas...
"A saudade é a maior prova do que o passado valeu a pena."
Um dia alguem te disse que era um ate já... breve não!

bjinho e td de bom para TI!!!

iva disse...

É também com a dor, saudade...que crescemos...

BARCO ALADO disse...

Belo poema!
Admiro-te tanto!
Há uma caixa enorme que se chama cerebro que guarda coisas que nunca mais acaba...
Bjos